Archive for Outubro, 2011

Outubro 23, 2011

Promotores de unidade

Texto Bíblico: Filipenses 2:1-5

Segundo algumas pessoas que estudaram esta carta mais profundamente, Paulo escreveu estas recomendações à igreja de Filipos devido à disputa existente entre Evódia e Síntique, duas líderes da igreja, que por motivos que desconhecemos estavam a criar facções na igreja.
Quando olhamos para este texto e para o contexto em que está inserido; a pergunta que obrigatoriamente temos de nos fazer é: Mesmo com as melhores intenções, mesmo com bons argumentos e excelentes opiniões, mesmo com provas dadas a nível de liderança em várias ocasiões, será que eu estou a ser um factor de união ou um agente de divisão?

1. Promover união é uma marca vísivel da nossa união com Cristo
O que Paulo parece estar a dizer é que estes elementos (encorajamento, alguma consolação de amor, alguma comunhão do Espírito, alguns entranhados afectos e sentimentos de compaixão) que resultam da nossa união com Cristo devem levar-nos a viver e a promover unidade.

1ª conclusão: A nossa união com Jesus Cristo deve levar-nos a promover unidade entre os irmãos.

2. A humildade é uma característica daqueles que promovem união.

O primeiro exemplo prático que Paulo vai buscar e que nos deve entusiasmar a sermos mais humildes e não procurarmos fazer da igreja um palco para alcançarmos aquilo que são as nossas ambições pessoais é o exemplo do próprio Cristo. O que devemos levar para casa neste exemplo específico é que Cristo deu-se a si mesmo a favor de nós. Paulo chama-nos a ter a mesma atitude, tendo a mesma prontidão para negarmos as nossas ambições egoístas por causa do evangelho e dos outros crentes.

2ª conclusão: Assumirmos a postura de humildade que Cristo assumiu ajuda-nos  a promover unidade entre os irmãos

3. Olhar para o interesse dos outros é uma atitude constante naqueles que promovem união.

Neste tópico específico Paulo vai buscar mais dois exemplos práticos, o exemplo de Timóteo e de Epafrodito. Acerca de Timóteo, Paulo diz o seguinte: “Não tenho nenhum outro tão unido a mim e que assim se preocupe tanto convosco. Todos os outros se preocupam apenas com os seus interesses e não com os de Jesus Cristo.” Acerca de Epafrodito, Paulo diz que este se preocupava com os Filipenses e que esteve quase a morrer ao serviço de Cristo, arriscando a sua própria vida para prestar auxílio a Paulo.
Destes dois exemplos podemos retirar dois princípios que nos irão ser úteis se realmente queremos ser promotores da unidade: Preocupação pelo nosso irmão e não nos importarmos de perder para que outro ganhe.

3ª conclusão: Colocar os outros num patamar superior a nós mesmos ajuda-nos a promover unidade entre os irmãos.

Tendo em conta tudo aquilo que falámos, temos que voltar à pergunta: “Será que eu estou a ser um factor de união ou um agente de divisão?” Se neste momento eu estou a ser factor de divisão mesmo que tenha razão naquilo que estou a dizer, ou no problema que estou a apontar; o primeiro passo é sermos humildes para admitir e depois colocarmos mais urgência em mudar a nossa atitude do que em mudar a situação que nos está a incomodar.

IVN: Vamos promover a unidade (agindo humildemente e colocando os outros acima de nós mesmos) como deve acontecer com aqueles que estão unidos a Jesus Cristo.

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Outubro 17, 2011

DEUS É SUFICIENTE!

Como a corça anseia por águas correntes, a minha alma anseia por ti, ó Deus. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo. Quando poderei entrar para apresentar-me a Deus? (Salmo 42:1, 2)

Existe alegria em Cristo mesmo sem as bençãos de um cônjuge amoroso, de bons filhos, de amigos especiais, de saúde, bens e dinheiro? É possível sobreviver somente com Ele?

Encontrar-se com Deus não significa construir uma casa em um lugar sem tempestades, mas construir uma casa que nenhuma tempestade poderá destruir.

É real o facto de que muitos cristãos têm mais desejo pelas respostas às suas orações do que pelo próprio Deus. Sempre queremos provas da Sua bondade. Mas quando damos valor a Deus somente porque Ele pode ser útil para os nossos objectivos, Ele não permitirá que O encontremos. Somos encorajados a dar tamanha atenção às nossas dificuldades e objectivos que nada mais parece ter importância para nós.

Quando olhamos para o mundo, podemos até mesmo duvidar que Deus é bom. Esquecemos que estamos fora do Paraíso! E quando Deus parece não ser bom, o pecado nos atrai ainda mais intensamente. Todavia, na maior parte das vezes o sofrimento nos aborrece mais do que os nossos pecados!

Você pode ter certeza de ter encontrado a Deus quando você acredita que Ele é bom, não importa o que acontecer.

Não há nada de errado em trabalhar para tentar resolver os nossos problemas. Mas é errado direccionar todas as nossas energias e esforços para solucionar os nossos problemas, de tal maneira que esquecemos o nosso chamado mais elevado para encontrar a Deus no meio dos problemas. Quando buscamos a satisfação que Deus dá mais do que buscamos a Deus, não conseguimos nem um nem outro.

Quando estamos em dificuldades geralmente perguntamos O QUE FAZER para resolver a situação. Mas por acaso perguntamos COMO É QUE EU POSSO CONHECER A DEUS MELHOR nessa situação? Na verdade queremos usá-Lo para obter o que queremos ou desejamos! E quando as coisas não saem do jeito que gostaríamos, duvidamos de Sua bondade. Isto não é novo. O povo de Israel certa vez disse:

É inútil servir a Deus. O que ganhamos quando obedecemos aos Seus preceitos e ficamos nos lamentando diante do Senhor dos Exércitos? Por isso, agora consideramos felizes os arrogantes, pois tanto prosperam os que praticam o mal como escapam ilesos os que desafiam a Deus! (Mal. 3:14, 15)

Viver uma vida correcta não significa que Deus tem a obrigação de nos abençoar.

Encontramos a Deus na intensidade que queremos. Nossa paixão de encontrá-Lo deve ser superior a todas as outras paixões que temos, mesmo aquelas mais nobres ou bíblicas. Jeremias escreveu:

Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração. Eu me deixarei ser encontrado por vocês, declara o Senhor. (Jer. 29:13, 14a)

Portanto, o nosso objectivo maior não é usar a Deus para resolver os nossos problemas, mas sim nos movermos através dos problemas no sentido de encontrar a Deus.

Podemos muito bem considerar que Deus está envergonhado por ser conhecido como o Deus de um povo que concentra os seus esforços para construir uma vida confortável neste mundo, e que não leva a sério a Sua promessa de uma pátria melhor no futuro.

Vivemos em um mundo imperfeito, com pessoas imperfeitas, com relacionamentos imperfeitos, dificuldades, sofrimentos e etc.. O mundo não é um bom lugar para construirmos nossa casa pensando que vamos usufruí-la para sempre. Mas é um lugar perfeito para se encontrar a Deus!

 

Outubro 17, 2011

COFRES…

Alguns trechos escritos por Ed René Kivitz e também por outros autores nos trazem uma excelente matéria para reflexão e avaliação da nossa perspectiva com relação ao dinheiro.

A maneira como lidamos com o dinheiro determina “quem é o dono de quem”, como diria o poeta. Jesus mostrou dois caminhos possíveis: ser escravo do dinheiro e ser súdito do Reino de Deus. Não dá para ser-fazer as duas coisas. E uma coisa é certa: o dinheiro é um deus que reivindica lealdade absoluta. É chamado de Mamom, um deus, o que surpreende muita gente, pois desfaz a noção de que o dinheiro é neutro. Está enganado aquele que pensa que o dinheiro não é bom nem mau e que mau é o amor ao dinheiro. Na verdade, o dinheiro tem a capacidade de aprisionar o coração, “pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração.” Por essa razão Jesus recomendou que o dinheiro fosse colocado no céu, pois somente lá não apenas ele estará seguro, como também nós estaremos seguros em relação a ele.

John Wesley, fundador do Metodismo, disse que tão logo o dinheiro chegava a seu bolso, ele dava um jeito de livrar-se dele, para que o dinheiro não encontrasse o caminho do seu coração. Acho que “livrar-se do dinheiro” é uma possível tradução para “ajuntar tesouros no céu.”

A melhor síntese da sabedoria que deve determinar nossa relação com as riquezas e tesouros foi feita por Viv Grigg, em seu imperdível livro Servos entre os pobres: “Ganhe muito, gaste pouco, não acumule nada, doe generosamente e viva tranquilo.” Em outras palavras, quem precisa de muito para viver e/ou quem usa o que tem apenas consigo mesmo, ainda não aprendeu a viver. E não sabe lidar com riquezas.

Patrick Morley escreveu que é possível conhecer profundamente uma pessoa apenas através da análise do como ela lida com o seu tempo e com o seu dinheiro. Que o Senhor que conhece os nossos corações nos ajude nesse assunto tão importante. Tão importante ao ponto de Jesus em Sua Palavra falar mais sobre dinheiro do que sobre a oração, por considerá-lo um perigoso rival: “é impossível servir a dois senhores.”

Que possamos adoptar integralmente a perspectiva financeira do nosso bondoso Senhor. AR

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