Algumas considerações sobre a sexualidade

A revolução sexual que despontou na sociedade Ocidental a partir da década de 60 era uma revolução necessária. Conseguiu-se alcançar marcos históricos com a mesma, principalmente no que diz respeito à valorização e libertação feminina.

Todavia, também esta revolução seguiu o caminho de tantas outras: o do exagero. Com o passar das décadas, o mundo Ocidental tem assistido a uma transmutação total de valores sexuais numa velocidade alucinante, ao ponto de agora nos apercebermos dos aspectos terrivelmente nefastos que começam a aparecer.

A mulher transformou-se num objecto de venda. Está nas capas das revistas, nos placares publicitários e nos anúncios televisivos como se fosse um objecto de consumo. Mas pior é verificar que esta cultura sexual se instalou como normativa e que são as próprias mulheres a educarem-se para serem objectos, desde a adolescência até à idade adulta.

Homem e mulher, nesta concepção actual, são puros objectos: eu sou um objecto para os outros e os outros são objectos para mim. É assim que o “sexo” é apresentado nas películas cinematográficas, na publicidade, nas conversas entre amigos, enfim nas relações sociais e por vezes até laborais.

Esta revolução sexual está agora a fazer mais mal que bem. Os seres humanos não são objectos de troca. O futuro será desastroso se continuarmos a educar os jovens a pensar e agir desta maneira. Como quererão que um gestor, um director, um chefe de departamento ou um patrão olhe para os que lhe são subordinados como pessoas se durante toda a sua adolescência foram educados a olhar o sexo oposto como objecto?

Como pretenderão que os casamentos resultem, que os cônjuges se olhem como pessoas, se até ao momento do casamento usaram e abusaram dos outros como objectos?

O valor do ser humano como pessoa foi uma conquista árdua que começou a partir da mensagem que surgiu na Palestina há 2000 anos atrás. De facto, a Declaração Universal dos direitos do homem, que se fundamenta totalmente nesta concepção de humanidade do ser humano, não partiu da filosofia grega nem do espírito pragmático romano mas em grande medida da mensagem de Jesus Cristo divulgada pelos primeiros cristãos. Será que estamos conscientes dos valores que estamos a abandonar, inclusive na área sexual?

O Homem não pode ser tratado como objecto seja em que domínio for. Cabe a cada um de nós resistir com firmeza à lavagem cerebral que nos é imposta todos os dias, alertando os que estão à nossa volta para este assunto, pois é a felicidade e a sanidade das nossas sociedades que estão em causa.

Manuel Rainho (pregação de domingo 31.6.09)

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